quarta-feira, 7 de abril de 2010

Recordando as despedidas

Do trabalho recebi alguns e-mails, muito legais, infelizmente não tive tempo de ir me despedir pessoalmente, devido à correria, a Danitza e o Fidel deram um jeitinho de passar para se despedir em casa, e pagaram o maior mico na hora de ir embora. Imagina os dois de moto!!! Me contaram (que pena perdi essa) que a Danitza ficou até virada para o lado contrario... rsrsrs

Na sexta-feira santa fizemos um almoço na casa da minha mãe e foi muito legal, comemos muito peixe e tomamos muita cerveja. Estávamos: Minha mãe, meus irmãos, Karina, Erik e Luis (Pancho), minhas sobrinhas, Ingrid, Hannah e Alanna, meu tio Luis (Nano), tia Nair, o chorão do Victor, que por incrível que pareça esse dia ele não chorou, tio Orlando e a Kelly, e nós quatro claro!

Sábado foi uma correria só... Fomos nos despedir do Manoel Costa e da Severina, que são grandes amigos. Depois fomos almoçar na casa do meu tio Nano. Não queria viajar sem comer o Tutu de feijão da tia Nair antes. Muito bom! Pena que todo mundo gostou e não sobrou muito.

Depois fomos para o último dia de Capoeira, onde foram feitas as despedidas do Nelson, da Sarah e da Evelyn, pegamos uma baita chuva para chegar e ficamos pouco tempo, mas foi bastante emocionante. Rolaram algumas lágrimas.

Voltando da capoeira, tivemos que correr para a confraternização do Chile Lindo, e mesmo assim chegamos muito atrasados. Eu já tinha cogitado em não ir, mas sabia que seria a única oportunidade de me despedir de amigos com quem convivemos há anos. Para minha surpresa, além de comemorar os aniversários do mês como eu tinha comentado anteriormente, essa reunião promoveu a nossa despedida e não somente despedida, foi uma homenagem muito linda, onde além de recebermos lindas placas de agradecimento, foi feito um esquinazo (pequena apresentação) com as músicas e danças que marcaram meus 18 anos dentro do grupo, e como parte do show, tive que dançar também. Chorei muito, me emocionei demais. Senti o quanto fui importante para o grupo, e o quanto devo agradecer por ter feito parte desta grande família, e sinto que ainda serei, porque mesmo de longe, meu coração é Chile Lindo e será sempre e no que eu puder ajudar, ajudarei, e estarei sempre com meus amigos.

Eu realmente não imaginei que seria tão difícil o momento da despedida. Por mais que eu esteja ansiosa em chegar na minha casa e colocá-la em ordem, a saída foi muito difícil...

Ver as lágrimas do meu barrigudo tio Nano ao sair de casa.
Me despedir de minhas pequenas gêmeas, Hannah e Alanna, que ainda bem, não estavam 100% acordadas.
Meu irmão Luis, que desejou tudo de bom, engasgado.
Meu irmão Erik, que mesmo sendo um machão, se despediu com lagrimas nos olhos.
Minha irmã, que mostrou seu sofrimento na hora de se despedir da Sarah e da Evelyn.
Até o Ale (cunhado) deixou cair suas lágrimas.
E o mais difícil foi me despedir da minha pequena-grande Ingrid, que alem de nossa sobrinha, é nossa afilhada, nossa primeira filha e em muitos momentos nossa companhia.

Devem estar se perguntando sobre minha mãe... Bom, essa faz parte da segunda etapa. Ela viajou conosco até a casa dos meus avós, Nana e Lolo, que moram em Ilha Comprida, onde passaríamos para nos despedir.

Chegamos na casa dos meus avós no domingo e a despedida foi muito difícil na terça-feira, de manhã, senti que tanto meus avós quanto minha mãe tentaram se manter duros, mesmo com lágrimas nos olhos, e sei que era para que não saíssemos de lá tristes.
A verdade é que sai de lá e desabei, cai no choro até sair de Ilha comprida, onde paramos o carro para fazermos uma oração antes de seguir viagem. Mas sabe sai de lá com a certeza de que a minha ida para o Chile terá êxito, porque meu avô me disse isso, e ele é a pessoa que eu mais respeito e as palavras dele pesaram muito. E dos demais, não recebi recriminação mais sim as melhores vibrações de sorte e boa viagem, e isso foi muito importante.

Assim que sai da casa dos meus avós, comecei a lembrar de uma carta que minha mãe me mandou para o Chile quando eu decidi voltar, e nessa carta ela disse que eu pensasse melhor, porque eu estava bem no Chile. E pensei comigo, se na época eu tivesse decido não voltar, teria evitado todo o sofrimento da despedida. Por outro lado, agradeço a Deus por cada momento que vivemos com cada um de vocês. E que não levem em conta a despedida, porque é só um intervalo, porque no Chile ou no Brasil, repetiremos a dose, sendo nas nossas férias ou na de vocês. Amo todos vocês!!!

Bom no momento nos encontramos em Foz de Iguaçu, e amanhã cedo conto sobre a viagem, beijos!

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